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Minuto do Gestor

Dia de Monteiro Lobato

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RETAS DA ESPERANÇA

O livro é a captura das imagens de tudo aquilo que ocorre a nossa volta em qualquer segmento da Linha do Tempo.
As fantasias de ontem tornam-se realidade hoje e as de hoje realidade amanhã.

Portanto, cada vez que a realidade se alarga é porque um pedacinho de fantasia foi agregado a ela.
Da mesma forma, também da realidade se faz fantasia.

Monteiro Lobato é divino nessa arte. Transporta-nos de um ponto a outro com a maestria do artista.
E faz de um simples sítio, comum dos comuns, o cenário de um Brasil mutante, com suas lendas e seu calvário de insustentações.

A obra de Lobato no infantil romantiza seu pensamento cravado nas outras obras, romances, artigos e ensaios.
Ele se transforma numa Cuca que vem pegar os meninos desavisados e avisa o Brasil que sem sentimento de Pátria o “boi da cara preta vai pegar a criança que tem medo de careta”. Intertexto do fim com o meio, sem que aquele não justifica este.

Eis o Lobato. Ele traz a espada e a língua ferina com propósito de transformação da realidade. E o Brasil de uma perna só, com sonhos de boneca de pano, precisa encontrar seu caminho, sob pena de ficar sem perna.
E este Dia do Livro Infantil, Dia de Monteiro Lobato, é também um momento mágico de reflexão que nos faz transitar do mundo da criança para o mundo dos homens feitos, com nossos sonhos, nosso jeito, as virtudes e defeitos.

Nelson Cunha
Professor de Literatura e Consultor Educacional.

Dia da Escola e o saudosismo dos antigos tempos

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Hoje, Dia da Escola, aproveito para recordar dos tempos antigos, antes da era digital, onde a grande – e melhor – rede social ainda era uma mesa rodeada de amigos, seja durante o intervalo no pátio, ou uma atividade em grupo ou, ainda, em um encontro com os colegas do colégio no fim de semana.

Naqueles tempos, o que importava era o olho no olho!

Confira, abaixo, o artigo poético desenvolvido para nossa escola pelo gestor educacional Nelson Cunha, poeta e professor de português:

“A tradição na pós-modernidade

Vivemos numa sociedade que, por conta da velocidade das mudanças, deixa esquecido na caixinha do passado muitas situações boas de relacionamento entre as pessoas, culminadas com o tradicional olho no olho.

A informação chega em fragmentos, na tela do computador ou na do celular, os olhos sempre para baixo, contemplando as letras e números que oscilam na dança do progresso cibernético.

A velocidade com que as novas situações nos chegam é primordial nos novos tempos, e muitas coisas do passado devem realmente ser esquecidas por contraproducentes que são em relação ao que almejam, sem lugar mais no presente da informação galopante.

No entanto, não se deve abandonar o que é tradicional, pois este não tem um tempo definido na linha que trilhamos.

Que haja mais olho no olho, o cafezinho fumegante, os bons livros nas mãos e não somente nas estantes, a conversa na mesa posta, os pés nas tradições que nos sustentam enquanto pessoas, o fio do bigode no que afirmamos…

Mas lépido na ação. O celular não espera, o Note anota as reticências, o conhecimento é ligeiro, passa entre os dedos, circula nos olhos tão rápido quanto a luz que pousa na chaminé da memória.

Pés na tradição como raiz que nos prende ao chão, e alma no novo que nos dá asas de futuro.”

 

Apesar de toda a importância da evolução da internet para promover informação e unir as pessoas de todo o mundo, levanto uma reflexão: será que não é o momento de puxarmos levemente o freio digital, utilizarmos um pouco menos nossos smartphones e nos envolvermos mais com o offline? É possível ressignificar o tradicional com apoio do digital, mas sem deixar que o segundo receba maior destaque que o primeiro, seja na escola ou em família.

Professor Élio Almeida, mantenedor.